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Flash, saiba mais...
por
Eduardo Justiniano
 
Em alguns filmes que retratam cenas antigas de fotógrafo utilizando uma bandeja com pólvora, a qual é queimada no momento do registro da imagem, emitindo uma luz forte para iluminar o assunto. A sincronia entre o tempo de abertura da lente e a tempo de iluminação era controlada pelo fotógrafo; este expunha o filme, queimava a pólvora e fechava a abertura de luz da câmera. Desconsiderando o barulho, a sujeira e o cheiro, a desvantagem deste sistema era que a luz emitida era dispersa para todos os lados e somente uma pequena parte desta iluminava o assunto a ser registrado; esta dispersão faz com que quanto mais longe estiver o objeto, menos luz ele receberá.

Hoje, o processo de uma fotografia iluminada por flash não sofreu alterações, apesar da tecnologia ter evoluído, simplificando os procedimentos, modificando componentes e diminuindo a dispersão da luz. A duração padrão da luz emitida pelo flash é de 1/125 segundos e o sincronismo das câmeras digitais executa a abertura da janela que possibilita a exposição do filme, o disparo do flash e o fechamento da janela, seqüencialmente.

Equipamentos mais antigos sincronizam esta iluminação no tempo de 1/60 segundos, os mais novos em até 1/250s; sendo que neste último caso somente uma parte da luz eletrônica emitida é captada pelo filme e o sincronismo segue a seguinte ordem: disparo do flash, início da iluminação, abertura da janela, fechamento da janela, fim da iluminação.
 

Em relação à dispersão da luz, os flashes atuais têm espelhos para direcionarem a luz para frente sendo que os manuais, das câmeras FD, a intensidade da luz que ilumina o objeto está inversamente proporcional à metade da distância deste do equipamento de iluminação; cada vez que dobramos a distância do objeto fotografado, a intensidade de luz do flash que chega a ele é quatro vezes menor; isto ocorre porque a luz se espalha e, para simplificar o restante do texto, chamaremos este fator de dispersão padrão.

Outro fator que devemos levar em consideração é a potência do flash. Aqueles com a dispersão padrão fornecem um número-guia fixo, para os filmes ISO 100, o qual traduz de uma forma prática a potência. Quanto maior for este número, maior será a potência e maiores são as condições para fotografar assuntos mais distantes. Para saber qual a abertura de diafragma adequado para a fotografia deve-se dividir o número-guia pela distância entre o assunto e o flash.

Para que trabalha com teleobjetivas não interessa que a luz se espalhe, o mais conveniente seria iluminar somente o campo de visão do filme, desta forma, a dispersão padrão dos flashes representa uma perda de energia, pois só uma parte da luz seria aproveitada para a fotografia. Existem alguns acessórios que diminuem o ângulo de abertura da luz, tornando-a mais intensa na área iluminada, com a mesma quantidade de luz; são lentes de aumento que se colocam na frente do equipamento. Desta forma, a potência do flash se mantém, mas o número-guia aumenta.

De forma inversa, quem fotografa com grande angular precisa de uma luz mais distribuída e a luz, na dispersão padrão pode fazer com que as laterais do fotograma fiquem escuras; neste caso, recomenda-se a utilização de difusores de luz, que espalham mais a luz, porém com a diminuição do número-guia.

Podemos dividir os flashes em dois grandes grupos: aqueles com potência fixa e os de potência variada. No primeiro, a abertura do diafragma correta para registrar um objeto a 4 metros de distância com um filme ISO 100 é único, enquanto que no de potência variada, pode-se utilizar mais de uma abertura, variando-se a intensidade de luz emitida pelo equipamento. As vantagens do segundo grupo são: a possibilidade de variar a profundidade de campo e a diminuição do gasto de energia (pilhas).

Os flashes modernos TTL e ETTL executam diversas funções que eliminam os cálculos do fotógrafo; alguns calculam a potência de luz necessária a uma distância conhecida e iluminam o assunto adequadamente, de acordo com a abertura do diafragma e com a velocidade de sincronismo que chega, em alguns casos a 1/250 segundos. Alguns possuem um jogo de lentes interno que ou aumentam ou diminuem o ângulo de dispersam da luz, além de possuírem um difusor para grandes angulares; neste caso o número-guia é variável. Antes de optar por estes modelos mais avançados, é necessário verificar a compatibilidade entre a câmera e o flash; além disto, é conveniente trabalhar com um ou dois filmes de teste para verificar os ajustes a serem feitos nas fotografias futuras.

Diante do exposto, os fatores que devemos levar em consideração na aquisição deste equipamento, além do custo são:

· Potência: basear-se pelo número-guia para objetivas de 50mm;

· Potência variável;

· Acessórios que regulam o ângulo de dispersão da luz;

· Velocidade de sincronismo, tanto da câmera quanto do flash;

· Cálculo automático de potência, distância e diafragma.

Conteúdo exclusivo fornecido por:
Eduardo Justiniano
Parceria:
http://www.brazilnature.com.br/foto

 

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